Na prática os fatores econômicos,
sociais e ambientais fazem parte de um único sistema. A economia depende dos
recursos naturais para existir. O setor primário realiza a exploração direta
dos recursos por meio da agricultura, do extrativismo animal e vegetal. Esse
setor fornece a matéria-prima às indústrias. As indústrias fazem parte do setor
secundário da economia, que é responsável pela transformação das
matérias-primas em roupas, calçados, alimentos industrializados, entre outros.
O setor terciário se responsabiliza pela oferta de serviços, como a
comercialização de produtos, por exemplo.
As atividades
realizadas nos três setores econômicos geram impactos ambientais. Esses
impactos podem ser definidos como qualquer alteração significativa no meio ambiente
provocada pela ação humana. Isso pode ser exemplificado por meio de três
atividades econômicas, a saber: a agricultura tradicional, a indústria da carne
e o comércio.
Na agricultura
tradicional existe a utilização excessiva de agrotóxicos e de fertilizantes que
disseminam substâncias tóxicas responsáveis por contaminar o solo, os corpos
d’água e lençóis freáticos, o ar e os organismos vivos, prejudicando a saúde
humana, tanto do produtor como do consumidor. Com o passar do tempo, o solo
tende a se tornar infértil. É previsível, também, que com o aumento das
macrófitas ocorra a mortandade de peixes (e de outros organismos aquáticos)
devido à diminuição no nível de oxigênio dissolvido na água. Em nível de
conhecimento, as macrófitas são plantas aquáticas de rápida reprodução em
ambientes com elevados níveis de nutrientes. O excesso dessas plantas dificulta
a entrada de luz solar na coluna d’água. Sabe-se que os organismos
fotossintetizantes, a exemplo de alguns tipos de algas, dependem da luz solar
para que o processo de fotossíntese se realize e possa ocorrer a liberação de
oxigênio.
A indústria da carne é
outro exemplo de atividade econômica que tem gerado grandes impactos
ambientais. O descarte indevido de resíduos como sangue, ossos e vísceras
provoca a contaminação do solo e de corpos d’água. Além de oferecer grande
risco à saúde da população, considerando a existência de abatedouros
clandestinos.
O comércio é sem dúvida
uma atividade econômica fundamental. A venda e a compra de produtos são
indispensáveis nos dias atuais. Contudo, existe um exagero por parte dos
consumidores, que acabam se deixando levar pela obsolescência preceptiva,
comprando itens desnecessários cujo tempo de uso é limitado e o descarte
rápido. Isso contribui para geração cada vez maior de lixo. Além disso, existe
o problema da panfletagem comercial. Muitas pessoas recebem panfletos,
simplesmente por “educação” e em seguida os descartam nas ruas. Como disse Samuel Gondim, esse tipo de
propaganda é ineficiente, socialmente injusta, ambientalmente incorreta e
economicamente inviável.
A preservação ambiental
e o desenvolvimento econômico devem estar interligados. Entre as vantagens que
essa aliança oferece estão a diminuição dos gastos com saúde e limpeza pública,
o aumento da longevidade, o melhor aproveitamento dos recursos para geração de
renda e a manutenção de ambientes saudáveis.
Algumas iniciativas de
sustentabilidade têm sido adotadas por vários países como foi divulgado pelo
órgão de pesquisa ambiental Environmental
Performance Index (EPI) em 2012. Um dos critérios da pesquisa foi a
realização de ações sobre temas específicos, a saber: saúde ambiental; poluição do ar; água; a
biodiversidade e habitat; florestas e alterações climáticas. Entre os países ‘mais
verdes’ se destacaram: Suíça, Letônia, Noruega, Luxemburgo, Costa Rica, França,
Austrália, Itália, Reino Unido e Suécia.
Para que ocorra mudança
no cenário de degradação ambiental observado hoje é necessário que a teoria da
sustentabilidade seja colocada em prática. A adoção de alternativas, pautadas
nessa vertente, mostra-se possível quando existe força de vontade por parte da
sociedade como um todo. Romper com a fragmentação impregnada no pensamento das
pessoas que compõem a sociedade é o grande desafio. Cabe aos ‘gestores do
planeta’, superar essa dificuldade para que se propaguem ações sustentáveis em
prol da proteção ambiental, estando elas interligadas ao desenvolvimento
econômico de países, estados e municípios. Como diria o Capitão Planeta: o
poder é de vocês!

Nenhum comentário:
Postar um comentário