quarta-feira, 1 de junho de 2016

PANFLETAGEM x EDUCAÇÃO




Ao caminhar pelas ruas de uma cidade, em um dia comum de feira livre, observo o comportamento de alguns transeuntes que circulam pelas imediações do centro
 
Fonte: Disponível em www.tribunadonorte.com.br


Em meio ao corre-corre percebo um fato inusitado, o recebimento e o descarte quase que imediato de panfletos.

A prática acontece da seguinte maneira, a pessoa passa em frente a um consultório ou loja e logo de cara um panfletário (a) faz a entrega do famoso panfleto. O indivíduo recebe educadamente, inclusive com um sorriso de propaganda de creme dental no rosto.  Até aí tudo bem... Afinal de contas, o entregador de panfletos está cumprindo sua tarefa, recebendo pelo trabalho realizado e merece ser tratado com educação como qualquer cidadão comum, isso é óbvio. Mas, como explicar o fato de o transeunte, já na próxima esquina, descartar em via pública o panfleto que acabara de receber? Essa atitude não seria uma enorme falta de educação?

O problema da panfletagem é amplo e tem como protagonistas aqueles que produzem os panfletos, quem entrega, os que recebem e descartam. Quando realizada de forma incoerente, a panfletagem torna-se um meio inviável de propaganda. A incoerência na utilização desse tipo de material consiste no fato de não haver um planejamento adequando quanto, a qualidade e a quantidade de panfletos confeccionados, a distribuição inadequada e a pouca educação de quem recebe os panfletos.

Infelizmente, essa realidade está presente não só em Itabaiana. Várias cidades do país passam por esse tipo de problema. Sem refletir sobre suas ações as pessoas sujam as ruas por onde elas próprias circulam. O acúmulo de lixo no final de um dia de feira chega a assustar e muitos papeizinhos de propaganda estão presentes ali, contribuindo para o aumento da poluição ambiental e visual.

Em meio a tanta sujeira, as pessoas continuam no frenesi de suas atividades. Não existe um questionamento ou indignação que atinja a todos, isso se restringe a poucos. Talvez os olhos cansados das pessoas não permitam enxergar a rua como parte de sua casa. Vale destacar que existem extremos. Pessoas que não receberam educação e que jogam lixo inclusive em  no interior de suas casas e aqueles que tiveram acesso a educação de qualidade, mas que não praticam ações condizentes com sua formação educativa. Em ambos os casos falta reflexão e sensibilização. Afinal de contas, todos tem acesso a informação sobre as consequências de jogar lixo na rua. E se nada é feito quanto a isso, a culpa não é das estrelas.

Vale salientar que deixar a questão da panfletagem a mercê da consciência individual (ou da coletiva) é inviável. Torna-se indispensável uma mudança de postura social e que haja fiscalização. Uma coisa que é muito complicada em nosso país, fiscalizar, certamente isso resolveria alguns de nossos problemas básicos.

 Imagine se cada pessoa que jogasse lixo na rua fosse multada? Confesso que seria uma excelente medida para reduzir problemas de saúde relacionados com o acúmulo de lixo em vias públicas. Além disso, existe um abismo entre transitar por ruas limpas, bem cuidadas e caminhar em meio à imundice.

Infelizmente, a prática distancia-se da teoria em termos ambientais. Lembrei-me de uma matéria que li no site da prefeitura de Três Lagoas, o título da matéria era assim: “Iniciada a panfletagem e entrega de sacos ecológicos do Plano de Coleta Seletiva do Munícipio”. De acordo com a matéria, os moradores dos bairros receberiam um saco ecológico e panfletos explicativos sobre os procedimentos de coleta de lixo. Detalhe, os panfletos seriam entregues de casa em casa juntamente com a divulgação em carro de som.

O que tem de errado nessa prática? Para um olhar desatento, nada. Mas não parece um pouco contraditório produzir lixo para fazer campanhas ambientais? Não haveria outra forma de divulgação mais eficiente, inclusive com a utilização das redes sociais? Haveria uma forma de avaliar a eficácia de tal ação? Que relevância esse tipo de ação teve para os moradores dos bairros? O que mudou a partir dessa ação? Essas questões permanecerão em aberto, pois não foram encontradas informações a respeito.

Ações realizadas sem planejamento adequado tendem a não produzirem os efeitos esperados.  Sejam elas realizadas por órgãos governamentais, empresas ou por um morador de uma comunidade carente. É relevante procurar pessoas capacitadas que tem conhecimento da dimensão ambiental e de como as ações podem ser realizadas de forma coerente.

É preciso refletir sobre as ações realizadas em nosso dia-a-dia. Todos têm responsabilidade e a necessidade compreender o quanto somos prejudicados pelas consequências negativas das ações humanas sob o ambiente mostra-se presente.

Quem sabe um dia nós possamos caminhar em ruas limpas? Quem sabe a questão ambiental seja levada a sério pelas autoridades e pela própria população? Talvez façam parte do primeiro passo: carregar os próprios panfletos até a lixeira mais próxima, ou simplesmente, com toda Educação a partir de hoje não aceitar receber esse tipo de propaganda.

Faça sua parte!


quarta-feira, 25 de maio de 2016

A ARTE DE CAIO MATOS

Se não me falha a memória... Há uns três meses atrás, um amigo sugeriu que eu escrevesse um texto sobre a Arte. Confesso que fiquei surpresa com aquela sugestão, pois eu costumava publicar no Jornal Carta Serrana apenas textos com temas ambientais. 

Até aquele momento, não havia percebido o desafio implícito naquela sugestão de tema. Afinal de contas trabalhar a interdisciplinaridade é desafiador inclusive para os profissionais da área.

Lembrei-me de uma frase de Leonardo Boff, que li no livro “Qual é a Tua Obra” de Mario Sergio Cortella: Todo ponto de vista é a vista a partir de um ponto. Essa frase chamou minha atenção, pois reforça o pensamento de que cada um tem seu modo de enxergar, compreender e interpretar o mundo e as situações. Para entender como alguém lê é preciso saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo, assim afirmou Boff.

E o que dizer do olhar de um artista? O que sua arte expressa? Como a expressão de sua arte reflete no meio ambiente? Algumas questões ficarão em aberto, propositalmente, instigando a sua curiosidade caro (a) leitor (a)...

A Arte de Caio Matos chama a atenção pela expressividade, ênfase de detalhes, leveza e beleza. O primeiro contato que tive com as obras desse itabaianense foi durante a exposição realizada na 3a Bienal do Livro de Itabaiana. 

Artista Caio Matos

Muito jovem, Caio se dedica aos estudos e a arte. Deseja ingressar em uma Universidade para aperfeiçoar suas técnicas e buscar novas oportunidades, inclusive de trabalho. Para ele, o reconhecimento de seu trabalho é o melhor presente que lhe poderiam dar, pois se sente realizado fazendo aquilo que gosta.


Caio Matos representa vários artistas desse país que precisam serem ‘descobertos’ e também de oportunidade. Inclusive para compartilhar esse conhecimento com os mais jovens. 


 Isso me faz lembrar do Programa Mais Educação do Governo Federal,  um excelente programa que poderia incluir talentos como esse no corpo de seus monitores. Por que não? Quantos jovens poderiam estar ocupando o seu tempo ócio aprendendo técnicas de pintura?
Como monitores do Mais Educação artistas, como o Caio, poderiam auxiliar os professores em suas atividades, organizar grupos de artes e fazer trabalhos diversos sobre os variados temas.



Talvez esteja na hora de inserir nas escolas e demais instituições de ensino pessoas que queiram contribuir para educação, de acordo com suas aptidões, seja por meio da pintura, da dança ou das rodas de capoeira.Não é admissível tampar o Sol com a peneira, afinal de contas os artistas são estrelas e o brilho próprio não se pode apagar.



SOBRE CAIO MATOS

Caio Matos da Rocha tem 22 anos, é natural de Nossa Senhora de Lurdes-Sergipe. Atualmente, reside no Bairro Miguel Teles em Itabaiana. Trabalhou em um supermercado da cidade por 2 anos. A  renda dele depende das encomendas das minhas artes que são desenhos realistas, pinturas, e letreiros que ama desenhar.


"Pra mim desenhar me deixa livre e aberto a criatividades não ha nada mais prazeroso  em fazer algo de mim com muito amor, que é fazer arte em falar em arte sou fã de arte musica e cinema é um amor que vem desde criança, com inspiração da historias em quadrinhos hoje tento divulgar meus trabalhos artísticos em Itabaiana aos poucos estou ganhando” 

FASES DA VIDA





Fonte: http://gizelda-desassossego.blogspot.com.br/2012_03_01_archive.html

Em um dia qualquer me peguei contemplando a vida e ao observar a sucessão dos dias previamente sequenciados no calendário ocidental percebi o quanto andamos apressados. Nesse frenesi, fica a sensação de que os anos estão passando rápido demais para nós, reles mortais, subordinados ao ciclo da vida, como qualquer outro ser vivo tripulante da nave Terra.
Ninguém sabe ao certo como chegou aqui. Não estou dizendo com isso que a reprodução humana seja um mistério. Pelo contrário, hoje em dia nem mesmo as crianças acreditam na fábula da cegonha. Contudo, as razões para sua presença e a minha neste planeta são inexplicáveis. Seria algo parecido com o Mundo de Sophia... ou simplesmente a vontade de Deus como as religiões explicam.
Uma coisa é fato, nascemos, crescemos, nos reproduzimos, envelhecemos e morremos. Alguns acreditam que a vida começa após o espermatozoide fecundar um óvulo e outros que a vida é apenas o espaço entre o nascimento e a morte. Lembrei-me dos embriões excedentes de tratamentos de fertilização e também da clonagem terapêutica de células tronco que a Biologia e a Medicina acreditam serem as chaves para cura de muitas doenças. Até onde irá nosso anseio de prolongar a vida?
Tudo começa na barriga da mamãe onde recebemos todos os nutrientes a nossa sobrevivência. Estamos em um ovo, protegidos por liquido amniótico e tudo está a favor de nosso desenvolvimento. De repente surge uma luz e seres estranhos. Calma, é apenas o médico e as enfermeiras nos retirando do conforto e nos estimulando a chorar. Modéstia a parte, eu fui um bebê diferente, ao invés de chorar eu sorri...
Nesse momento nosso coraçãozinho já está pronto para pequenas emoções como receber o carinho da mamãe. Daí respiramos o ar de cada dia, inalando oxigênio e expiramos gás carbônico e entramos em contato com poeira e outras coisas prejudiciais a saúde que estão presentes em nosso ar “puro”. O cérebro está equipado para aprender e explorar esse mundo repleto de seres assustadores como as baratas e os micróbios, cheio de novidades e perigos. Precisamos nos adaptar as mudanças.
Logo chega a infância, uma fase mágica para algumas pessoas, brincadeiras, diversão, doces e festas, casa da vovó. Tudo de melhor que a vida pode oferecer. Para outros a vida infantil é o triste cumprimento de tarefas, responsabilidades e trabalho, a necessidade fala mais alto e a infância fica esquecida. Essa situação que envergonha toda e qualquer nação.
Para mim, criança deve ter privilégio. Mudando de assunto, não concordo com a redução da maioridade penal porque acredito que as crianças estão sendo corrompidas por nossa sociedade e que algo precisa ser feito nesse sentido. Como diria Rousseau, na obra Emílio “O homem nasce bom, a sociedade o corrompe”. As crianças em risco precisam de esperança, perspectivas de vida, sonhos e de pessoas  compromissadas com sua educação.
Em uma sequencia normal das coisas, quando a infância está protegida e tudo ocorre ao seu tempo. Chega a puberdade um período de transição durante o qual ocorrem transformações no corpo de meninos e meninas. Não se é criança nem adolescente, apenas um ser em transição que merece atenção dobrada.
A “aborrecência”... Ops, a adolescência é uma fase complicada. Desobedecer a ordens, burlar regras e desafiar os adultos é diversão. Por que não isso? Por que não aquilo? Se eu sair escondido ninguém vai ficar sabendo. Ninguém manda em mim... blá blá blá. O adolescente, ou pelo menos uma boa parte deles costumam, levar os pais e responsáveis a loucura. Mas, certamente com o aumento da idade isso passa, pelo menos é o que se espera.
Durante as aulas de Psicologia do Desenvolvimento, disciplina optativa para os licenciandos em Ciências Biológicas descobri que muita gente não consegue ultrapassar essa fase. Alguns adultos se comportam como adolescentes e tem adolescentes que agem como crianças. Fiquei admirada com a explicação da professora. Devo salientar que não me encaixo nesse contexto, apesar de assistir Snoop e Bob Esponja.
Para tranquilidade de alguns, o fato de uma vez ou outra um adulto se comportar como adolescente não significa que ele não conseguiu atingir a maturidade para sua fase de vida. Em alguns casos, o tratamento com psicólogos ajuda a encontrar respostas.
A imagem construída do adulto é a de um ser equilibrado, possuidor de conhecimentos para lidar com as diferentes situações da vida. Ele deve ser equilibrado e capaz de passar segurança aos mais jovens. Apto a gerir sua família e repassar seus conhecimentos a sua prole.
Na fase adulta problemas reais não irão faltar. Contas, cobranças, exigências e pessoas querendo que você cumpra missões impossíveis, como fritar um ovo. E se você é um adulto que não sabe fritar ovo direito, guarde segredo ou espanto será geral. Mas quem disse que adulto precisa saber fritar ovo? Confesso que essa não é minha área...
Em quanto eu escrevo essas linhas, as horas continuam passando. Tenho mais alguns minutos para finalizar o texto porque o “tempo não para”, como está na letra de Arnaldo Brandão cantada por Cazuza.
 Daqui a alguns anos, a idade irá chegará. Cabelos brancos, rugas, lentidão na caminhada, o corpo não será o mesmo. Mas, o espirito e a mente estarão ali. Várias histórias para contar aos mais jovens e muitos conselhos a dar. Sobre os erros cometidos transformados em experiências e dos acertos que se tornaram grandes feitos. Infelizmente, nem todos terão o privilégio de chegar à velhice. Muitos morrerão cedo demais para terem uma história, outros terão histórias tão curtas... Os privilegiados que chegam nessa fase da vida merecem todo carinho e cuidado.
A vida terrena finda com a morte. Outra coisa que ninguém sabe explicar ao certo... Nosso coração deixa de bombear o sangue. Não respiramos. O cérebro parou de funcionar, assim como os demais órgãos. Nosso corpo sofrerá a ação dos microrganismos que o irão decompor. Mas será que a vida acaba por aqui? Voltamos ao lugar de onde viemos?  O que acontece depois da morte?
Para mim, a vida é ponto de vista, um processo, mudança de fases, um texto e um processo constante de transformação, criação e recriação de significados. Vida é, simplesmente, tudo aquilo de mais belo que existe no Universo, o que está dentro e fora de você. Sua obra, seu significado,  seu próprio Eu.







terça-feira, 29 de dezembro de 2015

AS PRINCIPAIS PARASITOSES HUMANAS


Publicado no Jornal Carta Serrana.
  Informação ao Pé da Letra.  
Edição 35. Dezembro de 2015.
Direção Geral: Olivério Chagas

Não é de agora que os seres humanos são vitimados por doenças parasitárias. Desde a antiguidade as doenças provocadas por seres “insignificantes”, como vírus e bactérias, são motivos de grande preocupação.
O parasitismo é uma relação entre seres vivos de espécies diferentes em que apenas um dos envolvidos é beneficiado. Esses seres estão distribuídos nos diferentes grupos como vírus, bactérias, fungos, vermes e insetos. Um exemplo clássico de parasitismo é a lombriga instalada no organismo humano que é o hospedeiro. De seu hospedeiro, a lombriga extrair os nutrientes necessários a sua sobrevivência, provocando-lhe ascaridíase que é uma doença infecciosa que atinge vários órgãos como coração, pulmões, fígado e intestino delgado.
Os registros da ocorrência de diferentes doenças parasitárias são encontrados na história das antigas civilizações. Achados arqueológicos, múmias e estatuetas revelaram que civilizações do Egito, Peru, México e Europa já sofriam com doenças parasitárias a exemplo da lepra, varíola e elefantíase.

Apesar de o histórico das parasitoses, os seus estudos só começaram a ser realizados a partir do surgimento da microbiologia, com a utilização do microscópio aperfeiçoado por Leeuwenhoek (1632-1723). Até aquele momento não se conhecia a causas de muitas doenças. Os primeiros estudos de doenças provocadas por parasitas foram realizados por Louis Pasteur (1843-1910), o primeiro a estabelecer a relação entre a doença e o causador, e por Robert Koch (1843-1910) que foi o pioneiro a comprovar que as bactérias podem provocar doenças nos seres vivos. 

                      
                                  Robert Koch (1843-1910)

A ação dos parasitas no organismo provocam efeitos prejudiciais como um leve incomodo no caso ou até mesmo a morte. Obstruções do intestino (lombrigas); perfurações da pele (esquistossomose); ulcerações (ameba); necrose de tecidos; irritação, coceira, prurido (oxiúro); ação tóxica (bactérias); esfoliação, enfraquecimento e anemia (plasmódio da malária); febres (vírus); infecções locais e generalizadas (bactérias e fungos) são alguns efeitos prejudiciais dos parasitas.
As viroses são doenças provocadas por vírus. Essas doenças são muito comuns nos humanos e, geralmente, provocam sintomas como febre, dores de cabeça e no corpo, falta de apetite e indisposição. As viroses têm sintomas parecidos, o que dificulta o diagnóstico preciso.
Para o tratamento da maioria das viroses os médicos indicam medicamentos para controlar a febre, as dores, enjoos e vômitos. Também é recomendado que o paciente mantenha repouso, hidratação e a alimentação adequada. Geralmente, os sintomas de uma virose desaparecem entre três e sete dias.
As bactérias provocam a maioria das doenças humanas. As infecções bacterianas podem ocorrer por inalação, ingestão ou contato direto com tais organismos. Os sintomas se manifestam de diferentes formas a depender do tipo de bactéria e a prevenção dessas doenças pode ser feita por meio de vacinação e da adoção de medidas específicas como lavagem das mãos, cuidados de higiene com os alimentos e o uso de preservativos.
O tratamento das bacterioses é feito por meio da administração de antibióticos. Esses remédios só devem ser utilizados sob recomendação médica, pois quando mal administrados podem provocar a seleção das bactérias mais resistentes, possibilitando a piora do quadro clínico da pessoa acometida e o surgimento de superbactérias.
Para diminuir o uso indiscriminado de antibióticos e evitar a disseminação de superbactérias, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estabeleceu critérios para sua prescrição e comercialização. Segundo a Resolução, os antibióticos só devem ser vendidos sob prescrição médica, em receita de duas vias, com a retenção de uma das vias.

Outras doenças provocadas por parasitas são a doença de Chagas e a malária transmitidas por protozoários que habitam o organismo de insetos, o barbeiro e o mosquito-prego (Anopheles). 

A contaminação com o protozoário T. cruzi que provoca a doença de Chagas acontece quando o babeiro pica a pessoa. Quando o protozoário atinge o sangue circula pelo corpo e se instala no tecido muscular, principalmente, do coração provocando miocardite o que leva a pessoa a morte por insuficiência cardíaca. A malária é transmitida durante a picada da fêmea do mosquito-prego os protozoários que provocam a malária (plasmódios), ficam na saliva e são injetados na corrente sanguínea durante a picada. Os plasmódios penetram no fígado e no baço, em seguida migram para o sangue. Daí surge sintomas como febres, suor, prostração e tremores. 



Besouro Barbeiro
As medidas de controle vetorial são as principais ferramentas de combate a tais doenças. A redução do número de insetos diminui a possibilidade de contaminação.
Observa-se que para maioria das doenças parasitárias o autocuidado é a melhor forma de prevenção. Cada doença tem sua forma de contágio, tratamento e controle. As medidas de saneamento básico e a prestação de assistência médica são indispensáveis para manutenção da saúde e da boa qualidade de vida da população e devem ser práticas contínuas.
Parasitas
Doença
Transmissão
Profilaxia

Vírus
Gripe
Contato direto e gotículas de saliva
Vacina, higiene das mãos.
Dengue, febres Chikungunya e zika
Picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti
Eliminação dos criadouros; controle dos insetos.



Bactérias

Leptospirose
Ferimentos e mucosas em com urina de rato ou água contaminada com a urina.
Evitar o contato com água contaminada principalmente nos períodos de chuva. Eliminação do vetor.

Hanseníase
Contato com secreção de narina, boca e pele de pessoas contaminadas.
Diagnóstico precoce;
·         Exame, precoce, dos contatos intradomiciliares;
Uso da BCG

Protozoários
Giardíase
Ingestão de cistos eliminados nas fezes humanas

Saneamento básico
Amebíase

Nemátodos (vermes)
Ancilostomose
(amarelão)
As larvas penetram na pele
Uso de calçados e sanitários
Enterobiose (oxiurose)
Ingestão de ovos
Higiene pessoal


O MOSQUITO ESTÁ DE VOLTA? DENGUE, CHIKUNGUNYA E ZIKA


Publicado no Jornal Carta Serrana.
  Informação ao Pé da Letra.  
Edição 34. Outubro de 2015.
Direção Geral: Olivério Chagas


O mosquito transmissor do dengue, chikungunya e zika é originário do Egito, na África, e vem se espalhando pelas regiões tropicais e subtropicais do planeta desde o século XVI, período das Grandes Navegações. Admite-se que o vetor foi introduzido no Novo Mundo, no período colonial, por meio de navios que traficavam escravos. Ele foi descrito cientificamente pela primeira vez em 1762, quando foi denominado culex aegypti. O nome definitivo – Aedes aegypti – foi estabelecido em 1818, após a descrição do gênero Aedes (Instituto Oswaldo Cruz).
O chikungunya (CHIKV) foi descrito pela primeira vez em 1950 na região que hoje corresponde à Tanzânia durante um surto atribuído inicialmente ao vírus dengue. Já o zika (ZIKAV) foi identificado pela primeira vez em 1947 em um macaco rhesus na floresta Zika, de Uganda. A partir da década de 1950, foram registradas evidências do zika vírus em humanos em países da África e Ásia. Atualmente, existem registros do vírus na Oceania, Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Austrália.
A febre chikungunya e o vírus zika estão incrementando a lista de preocupações dos brasileiros. Como se não bastasse a dengue, conhecida de muitos anos, as novas doenças estão se disseminando pelo País. Para felicidade das pessoas, mais uma vez o mosquito Aedes aegypti é o protagonista da história e a forma de controle não é novidade pra ninguém.
Entre janeiro e novembro de 2015 foram registrados mais de um milhão de casos suspeitos de dengue no País. As regiões com maior número de incidência de dengue foram Centro-Oeste e Sudeste, com destaque para os estados de São Paulo e Goiás. O Nordeste apresentou um número expressivo de casos prováveis, 278 mil casos. No País ocorreram 811 óbitos por dengue, nesse período, isso representa um aumento de 79% em comparação com o mesmo período de 2014, quando foram confirmados 453 óbitos.
Em Sergipe, os municípios de Itabaianinha, Nossa Senhora Aparecida e Simão Dias estão em risco de epidemia. No estado, de janeiro a outubro, foram notificados 7 mil casos, com a confirmação de dois óbitos.
Em 2014, foram notificados 3.657 casos suspeitos de febre de chikungunya nos estados da Bahia, Amapá, Roraima, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Já em 2015, foram notificados 17.131 casos suspeitos de chikungunya. A transmissão da febre pelo zica vírus foi confirmada a partir de abril deste ano em 18 estados brasileiros.
Os dados apresentados acima fazem parte do Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. As informações sobre os casos de chikungunya e da febre causada pelo zika vírus ainda são poucas. Nota-se a ausência de dados sobre os casos greves da doença e o número de óbitos. Isso pode ser considerado motivo de preocupação, tendo em conta que o número de infectados tem aumentado muito nesse período.
As três doenças têm sintomas parecidos, sendo diferenciados por sua intensidade. Os principais sintomas da dengue são febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Nos casos graves, o doente também pode ter sangramentos, dor abdominal, vômitos persistentes, sonolência, irritabilidade, hipotensão e tontura.
A dor nas articulações, pés e mãos é o principal sintoma da chikungunya. Outros sintomas como febre alta, dores de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele também foram identificados. Já os sintomas da febre zika são febre, dores e manchas no corpo, sinais, conjuntivite e diarreia em alguns casos.
O vírus zika pode estar relacionado ao surto de microcefalia no País. Muitos bebês têm nascido com o cérebro menor do que o esperado. A principal hipótese é que o vírus atravessaria a barreira placentária e entraria no corpo da criança, prejudicando a formação do cérebro. Os cientistas identificaram por meio de exames sinais de infecção viral no cérebro e no líquido amniótico em fetos.
O diagnóstico e o tratamento adequado são essenciais para recuperação do doente. Fica a cargo dos médicos a solicitação de exames laboratoriais, a exemplo do hemograma, para verificação do número de plaquetas ou de alguma alteração significativa.
Como não existem vacinas para prevenir e nem remédios específicos para tratar essas  doenças, para amenizar os sintomas recomenda-se hidratação, uso de paracetamol ou dipirona para controlar a dor e a febre. Também é importante evitar o uso de analgésicos a base de acetilsalicílico (aspirina), pois podem aumentar o risco de hemorragias.
A diminuição do número de mosquitos é a forma mais eficaz de prevenção. Isso implica no conhecimento do habitat do inseto e na eliminação dos criadouros. Todos sabem que a fêmea do Aedes aegypti deposita seus ovos em água parada. Logo, algumas medidas simples podem ser tomadas como: a) evitar o acúmulo de lixo; b) manter limpo e cobrir os reservatórios de água; c) tratar a água de piscinas com cloro; d) armazenar garrafas e outros recipientes em locais cobertos; e) não jogar lixo nas ruas; f) avisar aos agentes públicos sobre as situações que não podem ser resolvidas para que alguma providência seja tomada.

Diante da ameaça eminente de uma epidemia de grandes proporções, quem poderia imaginar que em pleno século XXI com todos os avanços tecnológicos e científicos, os seres humanos continuariam sendo vítimas de seres microscópicos? Todos têm responsabilidade pelo cuidado ambiental, autoridades e sociedade civil, para que esse tipo de situação, evitável com medidas simples, não se torne a principal preocupação dos brasileiros. 








terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O QUE TEM NO AR QUE RESPIRAMOS?



Publicado no Jornal Carta Serrana.
  Informação ao Pé da Letra.  
Edição 33. Setembro de 2015.
Direção Geral: Olivério Chagas


Quem não fugiu das aulas de Ciências sabe que o ar atmosférico é formado pela mistura de vários gases e vapor de água. Mas no ar que respiramos existem muito mais ingredientes do que sonha a nossa vã filosofia.
Os principais gases que formam a atmosfera são oxigênio, nitrogênio, gás carbônico e gases nobres, presentes no ar atmosférico em menor quantidade. Partículas de poeira e poluentes como material biológico, vapor e partículas sólidas também fazem parte do ar que inalamos todos os dias.
A intensificação da industrialização no século XIX contribuiu para o aumento da poluição do ar. Segundo Antônio Leite Alves Radicchi, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, a poluição do ar pode ser definida como a liberação na atmosfera de qualquer substância que altere a constituição natural do ar, afetando negativamente espécies animais, seres humanos e vegetais, ou provocando modificações físico-químicas indesejáveis em espécies minerais.
De acordo com a Resolução CONAMA n° 03/1990, considera-se como poluente atmosférico toda e qualquer forma de matéria ou energia com intensidade e em quantidade, concentração, tempo ou características em desacordo com os níveis estabelecidos, e que tornem ou possam tornar o ar impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, inconveniente ao bem-estar público, danoso aos materiais, à fauna e à flora ou prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade.
Um exemplo clássico de poluição do ar ocorreu em 1952, em Londres. O desastre ficou conhecido como “O Nevoeiro de 1952” ou Big Smoke. O impacto ambiental foi provocado pela queima desenfreada de carvão contendo enxofre e metais pesados. A camada de ar frio fez com que os poluentes se acumulassem. O acúmulo de fumaça e partículas de carvão foi se intensificando; aproximadamente 12 mil pessoas morreram e 100 mil ficaram doentes. As mortes foram provocadas por infecções do trato respiratório (bronquite e pneumonia) e pela obstrução das vias respiratórias.
Para se ter uma ideia, a poluição atmosférica causou a morte de mais de 7 milhões de pessoas no mundo em 2012. O estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que os problemas relacionados à poluição do ar têm matado mais do que a AIDS e a Malária.
Segundo a OMS é aceitável um máximo de 50 microgramas de partículas por metro cúbico de ar por dia. No Brasil, esse limite é de 150. O estudo realizado aponta que, no Rio de Janeiro, 36 mil pessoas morreram entre 2006 e 2012 por doenças respiratórias ou cardiovasculares ligadas à poluição do ar. No estado de São Paulo, foram 99 mil mortes entre 2006 e 2011.
Em São Paulo, aproximadamente 68,5 mil pessoas deram em entrada nos hospitais com problemas atribuídos à poluição ar em 2011. As internações e mortes custaram mais de R$ 246 milhões ao sistema público e privado de Saúde, afirmou a médica Evangelina Vormittag, diretora executiva do Instituto Saúde e Sustentabilidade e coordenadora da pesquisa.
Além disso, a poluição do ar pode estar relacionada ao aumento do número de casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC). De acordo com pesquisadores do Centro Médico Langone, Hospital da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, a poluição teria relação com o estreitamento das artérias responsáveis por transportar o sangue arterial do coração para o cérebro. O entupimento de tais artérias provoca o AVC.
A liberação de poluentes para atmosfera é originária de fontes naturais como a fumaça emitida das queimadas naturais, atividade vulcânica e microbiológicas nos oceanos, entre outras. Entre as fontes antropogênicas (provocadas pelas ações humanas) estão as fábricas, usinas de energia, carros, motoros, queimadas, aerossóis, sprays etc.
Em Sergipe as fontes que mais poluem o ar são antrópicas e estão relacionadas às atividades industriais, exemplo disso são os povoados Machado, Estivas e Estivas II, localizados em Laranjeiras, e Nossa Senhora do Socorro, região na qual está inserido um grande complexo industrial cimenteiro, segundo avaliação da poluição atmosférica realizada por Ferreira e colaboradores em 2014. Os resultados do estudo mostraram a necessidade de se efetuar estudos epidemiológicos para proteção da saúde e estabelecimento de medidas mitigadoras para essa população exposta a concentrações mais elevadas de poluentes.
Em Itabaiana, as principais fontes de poluição de ar também estão relacionadas às atividades industriais. Dentre as quais se destacam as cerâmicas, que são tradição no município. A queima de lenha utilizada nos fornos das cerâmicas produz fuligem e a liberação de gases tóxicos para a atmosfera, o que provoca problemas de saúde na população.
Há cinco anos, a Promotoria de Justiça de Itabaiana do Ministério Público do Estado de Sergipe (MPE) realizou Audiência Pública com proprietários de panificadoras e supermercados de Itabaiana, a fim de conter a emissão de poluentes atmosféricos (fumaça e material particulado) provenientes da queima de lenha sem a utilização de sistema de controle. Os 25 estabelecimentos comerciais ficaram cientes das medidas que precisariam adotar para regularizar o seu funcionamento e encerrar a poluição atmosférica causada. Para se adequarem aos padrões da legislação ambiental em vigor.
Na época, a Associação dos Ceramistas de Itabaiana convidou a Administração Estadual do Meio Ambiente (ADEMA) para um bate-papo junto aos empresários do segmento a fim de somar esforços a favor da celeridade no licenciamento ambiental das mais de 30 cerâmicas do município. A reunião ocorreu na Associação Comercial de Itabaiana.  O presidente da Adema, Wanderlê Correia, presente na reunião ao lado das diretorias de Licenciamento e a de Fiscalização, além da Procuradoria Jurídica do órgão ambiental, revelou não medir esforços para ajudar os ceramistas na celeridade das licenças.
Até o presente momento não foram encontradas informações atuais sobre a qualidade do ar em Itabaiana. Espera-se que os problemas antes observados tenham sido resolvidos e que os novos problemas sejam mitigados.
A manutenção da qualidade do ar é indispensável à saúde dos seres vivos e essencial à vida, logo precisa ser cuidado. Quem sabe um dia, pela união de nossos poderes, cuidar do ar que respiramos, da água que bebemos e dos alimentos que consumimos faça parte de nosso cotidiano.





sexta-feira, 6 de novembro de 2015

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL: O ROMPER DA FRAGMENTAÇÃO



*Publicado no Jornal Carta Serrana. 
Informação  ao Pé da  Letra.
Edição 32. Setembro de 2015.
Direção Geral de Olivério Chagas


Fonte: Blog Planeta Sustentável
http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/


O desenvolvimento econômico tem sido apontado como principal responsável pela degradação ambiental. De fato, o aumento significativo dos problemas ambientais está relacionado aos fatores econômicos e sociais. A mudança de cenário depende da adoção de alternativas sustentáveis que na maioria das vezes são deixadas em segundo plano.
De acordo com a literatura existem duas correntes que tratam do desenvolvimento econômico, ambas atreladas à ideia de crescimento. A primeira corrente diz que desenvolvimento é sinônimo de crescimento econômico. Já a segunda, considera o crescimento como uma condição para o desenvolvimento. Como assim? É simples, o crescimento econômico pode ser entendido como aumento da renda per capita e o desenvolvimento econômico inclui o aumento da produtividade a partir de mudanças estruturais do sistema econômico. Os dois conceitos são interdependentes, ou seja, para que o segundo exista é necessário o primeiro.
Na prática os fatores econômicos, sociais e ambientais fazem parte de um único sistema. A economia depende dos recursos naturais para existir. O setor primário realiza a exploração direta dos recursos por meio da agricultura, do extrativismo animal e vegetal. Esse setor fornece a matéria-prima às indústrias. As indústrias fazem parte do setor secundário da economia, que é responsável pela transformação das matérias-primas em roupas, calçados, alimentos industrializados, entre outros. O setor terciário se responsabiliza pela oferta de serviços, como a comercialização de produtos, por exemplo.
As atividades realizadas nos três setores econômicos geram impactos ambientais. Esses impactos podem ser definidos como qualquer alteração significativa no meio ambiente provocada pela ação humana. Isso pode ser exemplificado por meio de três atividades econômicas, a saber: a agricultura tradicional, a indústria da carne e o comércio.
Na agricultura tradicional existe a utilização excessiva de agrotóxicos e de fertilizantes que disseminam substâncias tóxicas responsáveis por contaminar o solo, os corpos d’água e lençóis freáticos, o ar e os organismos vivos, prejudicando a saúde humana, tanto do produtor como do consumidor. Com o passar do tempo, o solo tende a se tornar infértil. É previsível, também, que com o aumento das macrófitas ocorra a mortandade de peixes (e de outros organismos aquáticos) devido à diminuição no nível de oxigênio dissolvido na água. Em nível de conhecimento, as macrófitas são plantas aquáticas de rápida reprodução em ambientes com elevados níveis de nutrientes. O excesso dessas plantas dificulta a entrada de luz solar na coluna d’água. Sabe-se que os organismos fotossintetizantes, a exemplo de alguns tipos de algas, dependem da luz solar para que o processo de fotossíntese se realize e possa ocorrer a liberação de oxigênio.
A indústria da carne é outro exemplo de atividade econômica que tem gerado grandes impactos ambientais. O descarte indevido de resíduos como sangue, ossos e vísceras provoca a contaminação do solo e de corpos d’água. Além de oferecer grande risco à saúde da população, considerando a existência de abatedouros clandestinos.
O comércio é sem dúvida uma atividade econômica fundamental. A venda e a compra de produtos são indispensáveis nos dias atuais. Contudo, existe um exagero por parte dos consumidores, que acabam se deixando levar pela obsolescência preceptiva, comprando itens desnecessários cujo tempo de uso é limitado e o descarte rápido. Isso contribui para geração cada vez maior de lixo. Além disso, existe o problema da panfletagem comercial. Muitas pessoas recebem panfletos, simplesmente por “educação” e em seguida os descartam nas ruas.  Como disse Samuel Gondim, esse tipo de propaganda é ineficiente, socialmente injusta, ambientalmente incorreta e economicamente inviável.
A preservação ambiental e o desenvolvimento econômico devem estar interligados. Entre as vantagens que essa aliança oferece estão a diminuição dos gastos com saúde e limpeza pública, o aumento da longevidade, o melhor aproveitamento dos recursos para geração de renda e a manutenção de ambientes saudáveis.
Algumas iniciativas de sustentabilidade têm sido adotadas por vários países como foi divulgado pelo órgão de pesquisa ambiental Environmental Performance Index (EPI) em 2012. Um dos critérios da pesquisa foi a realização de ações sobre temas específicos, a saber:  saúde ambiental; poluição do ar; água; a biodiversidade e habitat; florestas e alterações climáticas. Entre os países ‘mais verdes’ se destacaram: Suíça, Letônia, Noruega, Luxemburgo, Costa Rica, França, Austrália, Itália, Reino Unido e Suécia.
Para que ocorra mudança no cenário de degradação ambiental observado hoje é necessário que a teoria da sustentabilidade seja colocada em prática. A adoção de alternativas, pautadas nessa vertente, mostra-se possível quando existe força de vontade por parte da sociedade como um todo. Romper com a fragmentação impregnada no pensamento das pessoas que compõem a sociedade é o grande desafio. Cabe aos ‘gestores do planeta’, superar essa dificuldade para que se propaguem ações sustentáveis em prol da proteção ambiental, estando elas interligadas ao desenvolvimento econômico de países, estados e municípios. Como diria o Capitão Planeta: o poder é de vocês!